Quem somos

Para mim, a tela em branco nunca foi um vazio; sempre foi um convite. Quem acompanha a minha jornada sabe que os blogs fazem parte de quem eu sou. Tive o meu primeiro aos 13 anos, numa época em que escrever na internet era pura descoberta. Desde então, criar esses espaços virtuais sempre foi a minha terapia mais bonita. É o lugar onde posso pesquisar, respirar e compartilhar o que me move: a arquitetura, o design, a arte, a moda e o comportamento. Em 2010 criei um blog especificamente para falar sobre esses assuntos. Por incrível que pareça, para a minha surpresa, ele está no ar até hoje! E é nessa antiga casa que tenho registrado o meu movimento de 2016, mais precisamente dia 01/11/2026, a data exata que o Give Me Design ganhou vida.

O Give Me Design nasceu para ser um blog e para o primeiro post, escolhi uma frase de Buda que dizia: “Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele”. Foi o que fiz. Dediquei meu coração. Mas a vida, com suas curvas e inseguranças, às vezes nos faz recalcular a rota. No meio do caminho, o medo de viver apenas das palavras me fez buscar um solo que parecia mais concreto. Acabei migrando de um blog para um escritório de arquitetura físico. Desenhei paredes, estruturei espaços e entreguei projetos palpáveis. Foi um período de imenso aprendizado, mas, no fundo, eu sentia que faltava algo. Faltava a poesia do intangível. Faltava a terapia diária de pesquisar, refletir e conversar com o mundo através das minhas reflexões.

Percebi que o meu verdadeiro trabalho, aquele ao qual Buda se referia e que me faz dedicar todo o meu coração, não cabe apenas em plantas baixas e metragens quadradas. Ele mora na partilha. Mora na sensibilidade de traduzir como a arquitetura nos abraça, como o design nos transforma, como a moda nos veste e como o comportamento desenha a nossa época.

Por isso, dez anos depois daquela estreia em 2016, o Give Me Design faz o seu movimento mais corajoso: ele volta para casa.

Voltamos para ser um canal de criação de conteúdo. Voltamos para produção com a maturidade de quem já construiu paredes, mas descobriu que prefere construir pontes através das palavras.

Sejam bem-vindos ao nosso recomeço. O café está servido, a tela está pronta e, mais uma vez, estamos aqui de todo o coração.